A Última Carta — Rebecca Yarros

Sinopse segundo amazon.com.br:
“Beckett é um militar americano endurecido pelos horrores que já testemunhou na guerra. A não ser pela amizade sincera que tem com Ryan, um soldado de sua unidade, e com a cachorra Bagunça, ele perdeu a fé no amor e na humanidade.
Até que Ryan o convence a se corresponder com sua irmã, Ella, que está do outro lado do mundo, em Telluride, no Colorado. Mesmo sem nunca tê-la conhecido pessoalmente, Beckett encontra refúgio nas cartas que os dois trocam e fica totalmente encantado por ela.
Quando Ryan morre em combate, Beckett promete cumprir o último pedido do amigo: proteger Ella. O que ele não esperava era encontrá-la lutando sozinha contra um inimigo quase mais cruel do que a morte do próprio irmão.
Agora, dividido entre a lealdade ao passado e o desejo de um futuro, Beckett se aproxima de Ella sem revelar sua verdadeira identidade. Mas, quanto mais ele se envolve em sua vida, mais seu segredo ameaça destruir tudo.”
O livro do mês é um belo romance, com bastante drama e uma pequena (mas não irrelevante) pitada de soft porn. Ele está disponível na Amazon nos formatos físico, Kindle e audiolivro. O que me fisgou e me fez escolher essa primeira leitura de 2026 foi o fato de ele estar disponível gratuitamente para assinantes do Audible. Para quem não sabe — e está dando mole — o Audible é o serviço de assinatura de audiolivros da Amazon, que custa R$ 19,90 por mês. Bem parecido com o Kindle Unlimited, mas com um catálogo (na minha opinião) um pouco melhor.
Ouvir audiolivros tem seus prós e contras. No meu caso, funciona muito quando estou no trânsito, indo e voltando do trabalho e, por vezes, no próprio trabalho. Mas é nesses dias de verão, quando estou sentada na grama em frente ao mar esperando o sol se pôr, que a experiência tem sido fantástica. Por outro lado, fora desse contexto relatado acima, dificilmente consigo me concentrar para ouvir livros quando estou em casa. É por isso que, normalmente, quando estou gostando muito de um livro, compro alguma cópia de leitura, seja física ou digital. (Inclusive, já coloquei e tirei do carrinho de compras inúmeras vezes a versão física desse livro — estou esperando apenas alguma promoção considerável, já que o valor continua um tanto quanto salgado.)
Como já tenho cerca de 60% da leitura concluída, vou deixar aqui as minhas impressões parciais, sem spoilers significativos, e, ao terminar, deixo a minha visão final, caso haja necessidade.
O que me atraiu de cara nesse romance foi o fato de ele se passar no estado americano do Colorado. Estado esse onde vivi por dois anos. Apesar de não conhecer a cidade de Telluride, onde a história se passa, muitos elementos do Colorado estão descritos no livro, o que me trouxe sentimentos de nostalgia e saudade, além de belas lembranças.
Acompanhamos as cartas trocadas entre Ella e Beckett. Duas pessoas que, por mais que suas vidas estejam à beira de um colapso, seguem em frente, lutando de todas as formas possíveis para se manterem firmes e continuarem vivendo — e mantendo as pessoas ao seu redor vivas também.
Beckett é amigo de Ryan, irmão de Ella. Os rapazes são das forças especiais e estão em alguma guerra do outro lado do mundo. Enquanto isso, Ella é uma mãe solteira que administra um estabelecimento chamado Solidão.
Ella tem dois filhos gêmeos, Maisie e Colt. E aqui, mais uma vez, o fator Colorado me traz lembranças. Quando morava nos EUA, eu era au pair de gêmeos. Por isso, muito do comportamento deles no decorrer do livro me lembra especificamente das crianças das quais cuidei: ligação inexplicável, idioma próprio, amor incondicional um pelo outro…
Entre alguns meses de troca de cartas, Beckett e Ella se apaixonam e, antes que ele pudesse ir a Telluride com Ryan para conhecer toda a família, descobrimos que Ryan é morto em combate — mas não antes de descobrirmos que um dos gêmeos está preocupantemente doente. Ou seja, drama em cima de drama.
Sabe o que tem sido mais legal nesse livro? A escrita fluida. Rebecca Yarros não enrola. Em vários momentos, ela poderia detalhar determinadas cenas (o que seria completamente desnecessário para a narrativa), mas escolhe, sabiamente, dar um forward no texto e seguir sem a necessidade de ser prolixa e explicar tudo nos mínimos detalhes. Resultado: a leitura vai.
Por enquanto, Beckett é o meu personagem favorito. Mesmo sendo aquele estilo “príncipe em um cavalo branco que vai salvar a princesa”, ele tem algo de real por baixo disso tudo. Ella e as crianças também são bem construídas. Mas acho que, por eu já ter 42 anos de vida, a indecisão e a insegurança feminina das mulheres de vinte e poucos anos me incomodam um pouco. Ela é, sim, uma heroína e, talvez por eu vê-la como uma heroína, me incomoda a sua incapacidade de não enxergar o óbvio.
Como não quero dar nenhum spoiler considerável, vou ficando por aqui. Em alguns dias devo finalizar a leitura e volto para tecer novas conclusões. Caso você queira discutir (com spoilers) um pouco sobre esse belo (por enquanto … não sei se vai ficar ruim daqui pra o final) romance, pode mandar um e-mail para contato@anisullivan.com.br. E, se vocês gostarem desse conteúdo e quiserem trocar ideias, futuramente penso na possibilidade de abrir um canal no Discord só para isso.
*** ATUALIZAÇÃO***
Esse foi o meu local especial de leitura nos últimos dias…

*** LEITURA FINALIZADA***
Só tenho uma coisa a dizer após o fim dessa leitura… EU ESTOU DESTRUÍDA!
Ani Sullivan